O não sei é pela dúvida ou simplesmente deixar de lado permanentemente?
27 de ago. de 2010
A casa caiu: STF concede liminar liberando sátiras a políticos em campanha
Pedido foi feito pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV. Decisão do ministro Carlos Ayres Britto já foi comunicada ao TSE.
Débora Santos
Do G1, em Brasília
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto concedeu nesta quinta-feira (26) liminar que libera a veiculação de sátiras e manifestações de humor contra políticos durante as eleições.
A liminar foi pedida pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), que ajuizou nesta quarta-feira (25), ação questionando o artigo 45 da Lei das Eleições, segundo a qual "é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito".
No último domingo (22), humoristas se reuniram na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, para protestar contra uma lei eleitoral que proíbe as manifestações de humor contra candidatos durante o período de campanha eleitoral (veja vídeo acima.)
O ministro suspendeu a eficácia do artigo e determinou que as manifestações de humor contra políticos podem ser consideradas irregulares depois de sua veiculação, caso sejam questionadas na Justiça Eleitoral. A decisão de Ayres Britto foi baseada em julgamento anterior, em que a corte decidiu que a liberdade de informar deve ser irrestrita.
Britto não analisou na decisão liminar o mérito da ação apresentada pela Abert , o que deverá ser feito pelo plenário do STF.
Na ação, que questiona a norma, a Abert argumenta que a lei gera "efeito silenciador" e obriga as emissoras a evitar a divulgação de temas políticos polêmicos para não serem acusadas de "difundir opinião contrária ou favorável a determinado candidato".
"Esses dispositivos inviabilizam a veiculação de sátiras, charges e programas humorísticos envolvendo questões ou personagens políticos durante o período eleitoral. As liberdades de manifestação do pensamento, da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação constituem garantias tão caras à democracia quanto o próprio sufrágio", afirma a entidade na ação. Ao final da sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite desta quinta, o presidente da corte, Ricardo Lewandowski, informou aos ministros a decisão tomada pelo STF.
A liminar foi pedida pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), que ajuizou nesta quarta-feira (25), ação questionando o artigo 45 da Lei das Eleições, segundo a qual "é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito".
No último domingo (22), humoristas se reuniram na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, para protestar contra uma lei eleitoral que proíbe as manifestações de humor contra candidatos durante o período de campanha eleitoral (veja vídeo acima.)
O ministro suspendeu a eficácia do artigo e determinou que as manifestações de humor contra políticos podem ser consideradas irregulares depois de sua veiculação, caso sejam questionadas na Justiça Eleitoral. A decisão de Ayres Britto foi baseada em julgamento anterior, em que a corte decidiu que a liberdade de informar deve ser irrestrita.
Britto não analisou na decisão liminar o mérito da ação apresentada pela Abert , o que deverá ser feito pelo plenário do STF.
Na ação, que questiona a norma, a Abert argumenta que a lei gera "efeito silenciador" e obriga as emissoras a evitar a divulgação de temas políticos polêmicos para não serem acusadas de "difundir opinião contrária ou favorável a determinado candidato".
"Esses dispositivos inviabilizam a veiculação de sátiras, charges e programas humorísticos envolvendo questões ou personagens políticos durante o período eleitoral. As liberdades de manifestação do pensamento, da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação constituem garantias tão caras à democracia quanto o próprio sufrágio", afirma a entidade na ação. Ao final da sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite desta quinta, o presidente da corte, Ricardo Lewandowski, informou aos ministros a decisão tomada pelo STF.
Vamos aproveitar ao máximo antes que os grupos reacionários decidam retomar a censura contra a livre expressão. Qualquer coisa vamos ao chamar o Lula um dos maiores comediantes da política nacional! KKK
26 de ago. de 2010
Livro de Quinta - Erich Fromm - A Arte de Amar
Desculpe pela falta de post durante uma semana inteira, as coisas não estão fáceis, e pensar em tanta coisa ao mesmo tempo está me desgastando. Mas hoje trago um livro que mudou a forma na qual concebo e reconheço o amor, terei uma outra oportunidade para trabalhar melhor minhas ideias acerca de tal sentimento, tudo no seu devido tempo. No mais, aproveitem!
Sinopse: Neste livro o autor explora as maneiras pelas quais essa extraordinária emoção pode alterar todo o curso de nossa vida. A maioria das pessoas não consegue desenvolver sua capacidade de amar no único nível que realmente importa - um amor constituído por maturidade, autoconhecimento e coragem. O aprendizado do amor, como o de todas as outras artes, exige prática e concentração. E, mais do que qualquer outra arte, exige insight e compreensão. Neste livro, o dr.Fromm aborda o amor sob todos os seus aspectos - não apenas o amor romântico, tão cercado de conceitos errôneos, mas também o amor dos pais pelos filhos, entre irmãos, o amor erótico, o amor-próprio e o amor por Deus.
19 de ago. de 2010
Livros de Quinta: Nobert Elias - Processo Civilizador Vol. I e Vol. II
Como não coloquei na semana passada, irei postar dois livros hoje para vocês!
Sinopse: Nesta obra-prima fascinante, divertida e muito acessível, Elias analisa a história dos costumes, concentrando-se nas mudanças das regras sociais e no modo como o indivíduo as percebia, modificando comportamento e sentimentos. Norbert Elias buscou informações em livros de etiquetas e boas maneiras, desde o século XIII até o presente, para mostrar que nossos hábitos se colocam em um determinado estágio de uma evolução milenar. Elias prova que desde a Idade Média, em que o controle das pulsões era bastante reduzido, até os nossos dias, as classes dirigentes foram lentamente modeladas pela vida social, e a espontaneidade deu lugar à regra e à repressão na vida privada.
Download: Ebook
Sinopse: Neste segundo volume, Elias examina as condições sociais, econômicas e políticas que provocaram mudanças na sociedade européia, desde os tempos de Carlos Magno até o século atual. Baseando-se em grande volume de dados históricos, sociológicos e psicológicos, formula uma originalíssima teoria sobre a formação do Estado. Este verdadeiro clássico na historiografia sobre o tema é considerado por estudiosos de psicologia, sociologia e história uma das maiores obras interdisciplinares das últimas décadas.
Download: Ebook
18 de ago. de 2010
17 de ago. de 2010
Nossa política sempre tem bons exemplos...
Entre votar nulo, votar em mulher fruta, integrantes (nível médio) do KLB e pior ainda no Tiririca, o meu candidato esse ano tem mais chances de fazer algo no cenário brasileiro.
E não seria vergonha demais ter NINGUÉM como representante no Congresso, já que os outros não são muito diferentes!
14 de ago. de 2010
Desculpa pessoal - Livro de Quinta FAIL
Infelizmente não pude colocar o livro na quinta, pois estive com uma semana complexa, mas na semana que vem estarei postando duplamente para todos aproveitarem!
13 de ago. de 2010
Muito político faz chorar com a mesma matéria-prima que o humor faz rir, diz Danilo Gentili
DANILO GENTILI*
ESPECIAL PARA A FOLHA
ESPECIAL PARA A FOLHA
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) está preocupado, pois entendeu que satirizar um candidato na TV gera desigualdade no processo eleitoral. Ufa! Agora os indefesos candidatos já podem respirar aliviados e se concentrarem na campanha em que, na mesma TV, durante a propaganda eleitoral gratuita, um terá 10 minutos a mais que o outro para expor suas ideias. Isso sim é democrático, igualitário e... Droga... Aqui caberia uma piada, mas não posso fazê-la.
Agora é contra a lei ridicularizar o candidato. Então, lembre-se: por mais ridículo que ele seja, guarde segredo.
Exemplo: Ainda que Collor ridiculamente ligue pra casa de um jornalista o ameaçando de agressão, por mais tentador que seja não mire sua lupa cômica nisso. Ele é candidato, e candidato aqui não fica exposto, fica blindado. O TSE nao é o feirante japonês que deixa a mercadoria exposta para que possamos apalpar e cheirar antes de levar. Ele é o coreano do Paraguai que a deixa na vitrine. Você não toca, não cheira. Apenas paga. Quando chegar em casa, reze antes de abrir a caixa.
E a discussão se essa censura é ou não constitucional? Tenho fé que em breve teremos uma resposta sensata. Logo após eles chegarem à conclusão de outra discussão que há anos os perturbam: afinal, o fogo é ou não quente?
O humorista pega a verdade e a exagera. Ao contrário do político, a verdade é imprescindível para o sucesso de seu trabalho.. E esse é o problema. Num país onde culturalmente é bonito lucrar com a mentira, a verdade não diverte. Assusta. Indigna.
Onde já se viu um coronel permitir que manguem de sua cara em sua província? Então censuremos! Por isso, recentemente, tivemos imprensa brasileira censurada, jornalista estrangeiro expulso, repórter agredida e agora, humorista amordaçado. É melhor que o Estado defina o que pode ou não ser passado para o público, assim o público continua passando o que interessa para o Estado.
Aristófanes, pai da comédia antiga, exercia abertamente sua função de fazer o público rir, criticando instituições políticas e seus representantes. Se fosse brasileiro, hoje, Aristófanes não poderia realizar seu ofício. A visão democrática do TSE está mais atrasada que a da Grécia de 400 a.C.
Henri Bergson, filósofo francês, afirmou que "não há comicidade fora daquilo que é propriamente humano. Comicidade dirige-se à inteligência pura". Filosoficamente, o pessoal do TSE não é humano, nem inteligente o bastante para compreender o que foi escrito há quase um século atrás.
Freud, pai da psicanálise, entendeu que "rir estrondosamente, satirizar personagens e acontecimentos fazem parte da nossa experiência cotidiana e é crucial pra nossa condição humana". Um século depois, temos uma lei que impede a manifestação do cômico num evento tão importante pra sociedade como a eleição. Psicossocialmente falando, a democracia brasileira encontra-se retardada.
Estudos observam que primatas riem de boca aberta para manifestar raiva e hostilidade. A evolução preservou o instinto do riso no ser humano para que fosse a válvula de escape substituta à agressão física. A lei eleitoral quer abafar o instinto compulsivo da piada e do riso (e sabe lá Deus aonde isso vai pode explodir). Biologicamente, eles estão forçando um passo atrás na escala evolutiva.
Enquanto o Brasil se orgulha de dialogar com países desenvolvidos o suficiente para que nenhuma forma de comunicação seja restrita, a gente fica aqui rindo das imitações de Silvio Santos, porque é o que se pode fazer no momento. Claro, enquanto o Silvio Santos não for candidato.
Muito político faz chorar. Com a mesma matéria-prima o humorista faz rir. Para o TSE a segunda opção é uma ameaça e precisa ser contida.
A liberdade de expressão aqui tem o mesmo conceito de liberdade do zoológico. Faça e fale o que quiser. Você é livre! Desde que não passe os limites da sua jaula.
Não me multem, por favor. Isso não foi uma piada.
*DANILO GENTILI é comediante stand-up e repórter do CQC da Band
11 de ago. de 2010
Cotidiano - a velocidade e temores ao alcance da mão
Diário de dois dias com a minha primeira moto
Ontem finalmente consegui pegar minha moto (TITAN 150 ESD - 98). Há tanto tempo sabendo como fazer andar, ir para frente, trocar marchas, ou seja, pilotar. Pois bem caro leitor(a), não foi como imaginava, pois a minha situação era totalmente distinta, estando em Taguatinga, melhor dizendo no inferno que é o Pistão Sul, tive que dar o meu jeito de ultrapassar o nervosismo e seguir adiante. A tensão foi muito grande, mistura de medo e adrenalina, parecia algo novo e incrível, estava dominando toda a situação.
Saindo da loja, na qual adquiri meu veículo, fui direto ao trânsito caótico de 18h, são vários carros e motos, velocidades variadas, mas sempre em alta. Eu precisava de uma adaptação, mas nada de teorias, a prática me ensinaria algo muito melhor: CONFIANÇA. E segui em frente, o sangue quente e os olhos vidrados para todos os lados, correndo entre os carros, mas consciente das minhas atitude, parecia natural, como andar em bicicleta. Mas depois que cheguei na faculdade foi o meu alívio.
Todo contente por não ser pedestre e agora minha independência de locomoção nessa cidade que nos obriga a fazer isso, sei de todos os perigos e riscos, mas não se pensou na possibilidade de criar um cidade acessível, tudo é distante e cheio de voltas.
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| TITAN 125 ESD - 98 |
Mas a pior parte ainda não tinha chegado, pois fim de aula, despedidas normais entre os colegas e claro, mostrar para o amigo o novo brinquedo, mas eu esquecera de um pequeno detalhe: Brasília, à noite, é muito fria e eu estava apenas com roupas de trabalho leves, mas não poderia deixar a moto lá e claro, estava muito interessado em pilotar verdadeiramente a minha moto. Só que na metade do caminho eu realmente lembrei do recado dado pelo meu amigo: "Você vai me xingar na descida do Núcleo Bandeirantes" e nesse exato momento eu realmente o xinguei, mas não poderia parar e aquecer. Perdi o caminho, fiz retornos e tantas voltas que parecia uma eternidade, mas estava gostando, era legal andar e andar, não tinha a preocupação de horário para chegar em casa, posso chegar a qualquer hora, quando achar conveniente.
Não estou me colocando, agora que tenho moto, acima dos pedestres, eles ainda merecem consideração, eu até ontem precisava do transporte público, que necessita urgentemente de reformas e adequação da realidade. Vergonhoso saber que fui obrigado a fazer essa escolha pela necessidade de locomoção autônoma. Mas não pararei por aqui, as minhas críticas e diários de movimentação tem por intuito mostrar o quanto é importante melhorias no transporte e nas regras de trânsito, mas a estrutura viária também é necessária e tudo precisa mudar, mas esse é o ano político, momento de cobrar e solicitar que essa democracia.
Pois bem, continuando o "causo" cheguei, vivo, em casa. Mas totalmente ligado e tenso, pois parecia surreal estar com a moto após tanto tempo pensando em ter. Mostrei para meu colega e até fiz questão de levá-lo para passear pelos blocos.
Mas o melhor estar por vir, chegado o segundo dia com ela foi mais emoções, pois voltei em Taguatinga, perdido é claro, pois ir de ônibus é uma coisa, se pedestre por lá é teta, mas agora com moto, as coisas são completamente diferentes, pois preciso seguir regras agora e ter atenção dobrada, peguei a via da morte na ida e a via do inferno na volta ao plano, os nomes? EPTG e ESTRUTURAL, sobrevivi às duas, e me coloco como um héroi e não me atrasei tanto no trabalho. Agora a motinha está me aguardando para mais um dia de luta e vamos indo, na manha sempre, para não deixar essa oportunidade boa passar.
Ah! Para meus amigos e familiares, rezem por mim sempre, pois é muito bom saber que existem pessoas pensando no meu bem estar.
10 de ago. de 2010
Entrevista com Marcelo Tas a respeito da Resolução 23.191/09
Confira a entrevista de Marcelo TAS ao Congresso em Foco
Congresso em Foco - Como você avalia a determinação do TSE de impor limites à cobertura humorística nas eleições?
Marcelo Tas - Para mim, falando de uma maneira muito direta, isso é uma limitação da liberdade de expressão. Porque numa eleição, o cartunista, por exemplo, é uma figura importante. Não só para fazer humor, mas para provocar debate. Aquele debate na rua, na padaria, no boteco. O humor é um gatilho que dispara a inteligência das pessoas. É uma lente que faz você enxergar a realidade, distorcida, é claro. Mas isso não deixa de ser realidade. É uma maneira de você provocar o assunto eleição. Então, eu lamento profundamente. Acho uma agressão à inteligência do eleitor. E até uma agressão aos jornalistas. Dizer para nós jornalistas não podemos fazer perguntas bem humoradas aos candidatos é um tratamento dado para uma criança. É como se a gente não soubesse fazer o nosso trabalho e precisasse de alguém para regulamentar a natureza das perguntas.
E como ficará a rotina de trabalho do CQC e outros programas que misturam humor e política? Haverá mais cautela nas eleições? O que muda em efeitos práticos?
Nós estamos muito atentos, com todo o suporte do setor jurídico da Band, para cumprir rigorosamente o que está na Lei. Ou seja, espaço equânime aos candidatos. Não abrir mão do direito de resposta. Mas, infelizmente, os nossos cartunistas não estão mais trabalhando. No CQC, nós temos uma equipe de cartunistas que fazem aqueles desenhos sobre a figura dos entrevistados. E os nossos cartunistas não estão trabalhando no nosso material de campanha eleitoral. Só nas outras reportagens. Eu acho isso lamentável. Porque a expressão do profissional fica tolhida. Nós somos o país do Angeli, do Chico Caruso, que são figuras atuantes nas eleições. Quantas vezes a gente não viu uma caricatura do Lula, dos generais na época da ditadura. Quantas vezes, eu mesmo, moleque, fui impactado pela caricatura de um general, isso durante a ditadura, veja você. Nesse período, os cartunistas podiam comentar, através da sua arte, a política. E agora, em plena democracia, eles não podem. Eu fico assombrado com essa falta de liberdade. Fico envergonhado como cidadão.
A ideia de impor limites à cobertura nas eleições foi pautado pelo Congresso Nacional, ano passado, durante a discussão da mini-reforma eleitoral. Candidatos que agora disputam a reeleição defenderam, publicamente, os limites na cobertura eleitoral. O que você acha disso?
Eu acredito que esses parlamentares e candidatos, que tentam limitar o acesso da população à informação, agem com um DNA muito antigo, que é o DNA do coronel-controlador. Esse comportamento ainda está muito vivo no Brasil. É o coronel que é dono da rádio, dono da televisão, dono do jornal. É um cara que não admite a liberdade de informação que a gente vive hoje, sobretudo com a internet. Esse tipo de coronel está sendo varrido do mapa pela história. Mas é claro que como ele ainda controla muitos veículos nos seus currais eleitorais. Ele quer agora decretar o fim da liberdade na internet. Pois ele acha que a internet é como o curral antigo e analógico que ele tem lá na cidade dele. Mas não é! Agora, eu confio no bom senso da Justiça brasileira.
A conversa já está encerrada e não cabe contestação, na sua avaliação?
Então ... Nós no CQC não contestamos a lei. A gente obedece a Lei. E não estamos procurando fazer uma cobertura que fira essa lei. Mesmo protestando agora como eu estou fazendo com você. Mas a gente acredita que há forma, não de burlar a lei, mas de cobrir as eleições apostando na inteligência dos candidatos, dos partidos e evidentemente dos eleitores. Porque a gente acredita que o eleitor tem interesse, sim, na política. Ele não tem interesse é naquela política formal, amordaçada e controlada. O brasileiro tem interesse, sim, nos rumos da vida dele e da sociedade. É por isso que esse tipo de limitação, na minha visão, só prejudica mais a participação da sociedade. Esse tipo de regulamentação da legisalação eleitoral, na minha visão, afasta ainda mais aquele cara que já estava cansado daquela mesma conversa. O debate eleitoral pode ser equilibrado sem deixar de ser respeitoso. Isso é exatamente o que eu acredito que a gente faça no CQC, mesmo criticando os candidatos e partidos. A gente os trata com respeito. E a gente é, sobretudo, um veículo para que eles se comuniquem com uma fatia importante do eleitorado.
Essa regra pode gerar ações contra o CQC na Justiça? Isso pode levar vocês a meterem o pé no freio?
Bom ... eu vou te dizer uma coisa. Se eu não amarelei quando tava o [general João] Figueiredo lá de presidente, eu não posso amarelar agora quando ta lá um presidente, que pra mim, representa uma pessoa que era contra os generais. Eu não quero acreditar que agora, quando o Brasil passa por uma democracia, relativamente madura, a gente vai poder ter esse tipo de medo. Ou de repressão. E eu, veja bem, estou aqui reconhecendo a importância de regular os excessos. Da picaretagem, da malícia, da criação de fatos manipulados e mentirosos. Eu acho que isso tudo tem que ser punido. Como, aliás, já aconteceu em outras eleições. Os tais dossiês, os tais vídeos apócrifos. Agora, a liberdade de crítica e debate, ela não pode ser limitada.
As eleições mal começaram e a gente sente os primeiros sinais da ausência de debate. Apenas o roteiro da acusação e denúncia. A ausência do humor não torna ainda mais caótico o pleito desse ano?
Eu acho que nós, jornalistas, não podemos fazer como os jogadores da Seleção, que botaram a culpa na Jabulani, entendeu? Não podemos botar a culpa no eleitor, na lei eleitoral. Nós temos o papel de aquecer esse debate, de questionar os candidatos. Eu acredito que o eleitor está cansado do papo furado. O eleitor não quer perder tempo com o horário eleitoral, que tem os marqueteiros falando que o mundo é todo azul, que os candidatos são lindos. Que ninguém faz plástica. Que ninguém usa peruca. Que ninguém tem disfunção erétil. Ou seja, é aquele mundo perfeito. O eleitor quer justamente o debate. Eleição, pra mim, é debate de idéias. Debate de planos, de tudo. Tem que ser um debate livre.
Mas, pelo caminhar das eleições, já percebemos que o debate está totalmente ofuscado pelas estratégias de enfrentamento e guerra verbal entre tucanos e petistas. Você tem a mesma impressão?
Eu não estou aqui defendendo candidato nenhum, mas o candidato Índio [da Costa, vice de José Serra], por exemplo, vai lá e acusa o PT de ligações com a FARC. A reação do PT é abrir um processo no tribunal da Corte Suprema. Isso que eu acho a loucura brasileira. Essa, na verdade, seria a hora do PT rebater respondendo. Debatendo a posição dele diante das FARC. E não resolver uma questão ideológica com processo. O Brasil é o único país onde isso acontece. É um tremendo retrocesso a gente achar que a democracia brasileira vai crescer porque agora a gente pode ficar processando uns aos outros. É o contrário. Isso não acontece na França, nos Estados Unidos ou na Inglaterra: um partido ser acusado e ele apresentar um processo porque alguém deu aquela declaração. Esse, na verdade, deveria ser o momento do debate. Dos esclarecimentos públicos. E não de abrir um processo para que o juiz decida se aquilo foi ou não agressão.
Pela forma como o TSE se posicionou sobre a Lei eleitoral, podemos dizer então que essa eleição será marcada pela a ausência de humor. O limite imposto intimidará as coberturas?
Eu sou um rapaz relativamente velhinho já. Cobri as diretas já. E acredito que não seja a hora, depois de tantos anos, de temermos a democracia. Ou de uma emissora ter medo da multa. Se não, é aquele jogador que não entra em campo porque tem medo do cartão amarelo ou vermelho. Uma emissora ou rádio, que tem a consciência que ela faz uma cobertura equilibrada, mesmo que seja ousada, como faz o CQC, terá consciência que faz dentro da Lei, com justiça, com bom senso, e sobretudo, aberta à crítica, que é o nosso ponto principal do CQC. O CQC está aberto o tempo inteiro para ele ser criticado inclusive pelos políticos. O [José] Genoino [deputado do PT de São Paulo], por exemplo, não fala com a gente, mas o microfone está permanentemente aberto. Inclusive para ele explicar o fato de não falar com a gente. E para mim, o Genoino é um símbolo dessa ignorância e postura autoritária. Quer dizer, ele, que para mim, eu falo inclusivamente isso pessoalmente, era o símbolo de um cara bem humorado, pois já o entrevistei várias vezes. O Genoino era o porta voz da esquerda na direita. Era ele quem falava com Delfim, ACM. Ou seja, ele era o parlamentar na acepção da palavra. Mas virou uma pessoa autoritária, amarga, e preconceituosa com relação ao humor.
Você encara a decisão do TSE como uma espécie de censura, que te deixou amarrado para a cobertura jornalística das eleições desse ano?
Eu não estou amarrado. E sugiro que ninguém deva se sentir amarrado. Por que se não, quando eu fazia reportagem em plena ditadura e o Figueiredo era o presidente, iria me sentir mais amarrado ainda. Eu não posso me sentir amarrado com a democracia atual e vigente no país. Acredito muito no bom senso do Serra, da Dilma, da Marina, do Plínio, de entenderem que nós devemos celebrar uma festa democrática. Se não, para que a gente fez todo esse avanço?
Fonte Congresso em Foco Uol (http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/07/29/marcelo-tas-avisa-nao-vao-me-intimidar.jhtm )
7 de ago. de 2010
E a política? Como estamos e para onde vamos!?
Ainda busco meios de compreender social e historicamente a política no Brasil, não por modelos preestabelecidos como o Inglês, Americano, Oriental, Antigo, Moderno, Clássico e afins... O que vivenciamos hoje talvez seja uma nova conjuntura na qual a participação popular torna-se cada vez mais uma necessidade maior que uma obrigatoriedade no que diz respeito ao voto. E até chegará essa evolução ou retrocesso na política e dos políticos, pois no que tange a nossa realidade é deprimente a estrutura formada e consolidada na sociedade brasileira.
Primeiro ponto importante para esclarecimento a respeito de um post político, pois o autor não é tão chegado assim, mas não posso ser alguém neutro ou apolítico em época de eleição. Período este que coincidentemente acontece no ano da Copa do Mundo de Futebol, praticamente um ano perdido no que diz respeito à produção (política, essencialmente). Pois bem, resolvi colocar meus pensamentos acerca de tal tema, depois de relutar muito em expor opiniões, certezas vivenciadas, além do mais, vivo na capital federal da Nação, minha situação só complica. Diante a minha indignação com os vários mensalões, dinheiro em cuecas, meias e afins, desvios, Ficha Limpa (borrada), Justiça cega e caduca que acha ter poderes para interferir tal como o Executivo faz, resolvi falar, não sei se repetirei tal atitude, mas é bom colocar tudo que se pensa às vezes.
Não sei bem o que se passa na cabeça do brasileiro, dito comum, que aceita de bom grado ações descaradamente vergonhosas por políticos, eles são representantes de um voto que você, caro eleitor escolheu para tomar decisões que interferirão diretamente na sua vida. Mas que terá condutas das quais no tempo que pedia votos e apoio não condizem com a realidade. Desde quando alguém é Deputado? Pela acepção correta, ele está, pois são apenas 4 anos de mandato, porém alguns por ingenuidade dos eleitores conseguem perpetuar-se indefinidamente no cargo, tornando-o até hereditário, com os mesmo vícios e tradições.
A História do Brasil é repleta de casos vexatórios e que, pasmem, se repete constantemente, antes parecia trágico, depois cômico, e mais um pouco virará parte da cultura popular, exemplos tem aos montes, mas nesse post (que demorou para sair) não procurarei explorar imagens ou vídeos, apenas o ato de dizer que o momento de mudar é agora. Chega de dizerem que o Brasil é o país do futuro, quando será o início de uma real transformação, não no cenário político, mas na mentalidade de todos. Não posso fazer muito, mas posso fazer uma pequena parte do meu dever cívico e de um cidadão. E você??? Vai sentar na poltrona de casa, ou em pior situação, no chão batido em seu tamborete e esperar de braços cruzados que eles lá em cima resolvam tudo por você?
Minha tristeza maior que a estrutura política vivenciada por nós existe há tanto tempo que tornou-se cultural deixar do jeito que tá. Pode realmente ser isso a tradição? Veja bem, o mundo e a História se coloca como exemplo da tomada de consciência daqueles que por muito estiveram desgarrados ou isolados socialmente, e mudaram tal realidade tomando para si as rédeas do seu destino, não deixando, claro, o restante daqueles de igual situação. O Brasil é composto por uma população de aproximadamente 195 milhões de habitantes, desse total médio, quase 140 milhões são eleitores e irão escolher em seus respectivos estados: Deputados estaduais (variando pela população de cada), governador, senadores e o (a) presidente do país. Mas vamos ao nível nacional, serão definidos 513 deputados federais, em grande medida algumas caras não serão novidades, mas poderia ser diferente, bem, senadores 81, vale lembrar que essa instituição quer retomar a ideia do senado imperial, onde seus constituintes permaneceriam no cargo de forma vitalícia... Preciso colocar nomes que ultrapassam os 40 anos de mandatos?
Onde está a nosso nacionalismo? Ah! Claro, voltamos ao momento da Copa, o Brasil se une para torcer por pouco mais de 25 pessoas enfrentando inimigos que poderão ofender a nossa grande honra, bobagem pura. As pessoas não se cansam de xingar e esbravejar aos quatro cantos o quanto àquele político é ladrão e safado. Coitadas sãos as mães ou as putas que acabam pagando o pato. Mas nós somos os verdadeiros culpados por tal situação, nós que concedemos a dignidade de um provável ser indigno de ser o representante do povo, mas ao ponto de dizer que o Congresso Nacional é sua casa, sendo a mesma a casa do povo, mas que devemos nos rebaixar para sermos recebidos, pois os nossos bem amados representantes estão trabalhando, com plenário vazio, ou até mesmo comissões com baixa participação, mas somos obrigados a aceitar calados todas as falcatruas internas. Se nosso salário aumenta em média algumas dezenas de reais, os deputados a cada ano procuram formas de consolidar um aumento na casa dos milhares, alegação da constante alteração: - Representar o nobre povo brasileiro requer uma estrutura política ampla e que possamos fazer nosso trabalho de maneira completa e sem demora.
Eu nem sei se choro ou rio diante de argumentos variados passados em televisão, rádio e outros meios de comunicação afora. E somos capazes de engolir a seco e reclamar para quem? Ah! Óbvio! Os nossos queridos representantes sejam eles deputados, senadores ou o próprio presidente, mas como chegar ao Olimpo que os resguarda? Como expor pensamentos e expressar nossa indignação? Cada vez mais somos perseguidos e enclausurados, censurados, mas mesmo assim até o ato de calar é considerado perigoso.
Não sei se notaram, mas é bom falar, não coloquei nomes, muito menos orientação partidária ou coisa do tipo, perguntariam: Por quê? Simples, não venho reclamar de algo presente, mas de uma situação que se estende ao longo de décadas, e nada muda, apenas troca o rótulo da mesma garrafa, uma guerrinha inútil de oposições que na realidade querem limitar o vencedor das eleições, assim não ter governabilidade e nem mesmo representatividade. Eu poderia alongar durante horas, dias e o tempo do mundo para falar mal ou pior do que vemos diariamente na televisão e na internet, mas é a vida. Somos alienados demais para sair da letargia e mudar nossa condição de meros continuadores de tradições perversas e nos proporciona o espetáculo da desigualdade.
Meus amigos é um prazer dizer que a vergonha não é para eles, mas para nós! E assim a política continua... UMA GRANDE E FEDORENTA MERDAAAAAAAAAA!
5 de ago. de 2010
Livro de Quinta - Denis L. Rosenfield - O que é Democracia?
Como estamos em ano político é sempre bom dar um pouco mais de atenção ao modelo que vivemos, como no Brasil somos uma democracia representativa, há outros meios de entender o que viria a ser esse tal poder do povo, pois na realidade as pessoas que nos representam não estão muito preocupados com a condição daqueles que os elegeram, grosso modo, estão pouco se fudendo para o povo no qual, por obrigação, teve que ir nas urnas e colocar alguém que no fim das contas não era nada de representante do povo, pelo contrário, representava os seus interesses e no fim onde ficamos dentro dessa democracia tão elogiada lá fora!?
Por isso quero colocar uma obra para que entendam um pouco dessa tal democracia, livro de nível introdutório, mas com grande valor de entendimento.
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| O que é Democracia – Denis L. Rosenfield |
Resumo:
Pensar a democracia tornou-se, no nosso século, uma questão vital para todos aqueles que se interessam pela construção de uma sociedade livre e justa. Num país que vive a experiência de manifestações políticas caracterizadas por exigências democráticas – exigências de um governo da maioria e de um governo regido por leis –, a democracia é mais do que nunca uma pergunta – e uma resposta – que diz respeito ao nosso futuro, futuro de homens livres e responsáveis. Denis L. Rosenfield mostra, em seu livro, como a democracia, no mundo moderno, terminou por confundir-se com o próprio destino da humanidade.
Aqui - Download
4 de ago. de 2010
Textos e pensamentos - Pessoalidade no REFLEXXY
Há muito tempo procuro meios de expressar meus sentimentos e pensamentos, talvez hoje não seja tão complicado. O que verá abaixo é um texto escrito tempos atrás, mas que não perde o ritmo de tudo que se passa em minha cabeça. Digamos que tentarei fazer isso com maior regularidade, desde que encontre textos próximos da minha atual condição ou pelo menos que explique parte da minha personalidade, que está dentro da minha proposta de blog pessoal. Espero que gostem, ou critiquem, pois a internet é uma espaço de comunicação livre e dinâmica, e liberdade de expressar é mais que importante, é essencial!
"Um dia terei que redimir de todos os meus pecados, erros, escolhas erradas e decisões impulsivas, só a partir desse momento tomarei um rumo que poderá acertar todo o meu passado. Na realidade é um dia distante, ou até mesmo inexistente, o passado não me abandona, e todas as sensações e imagens retomam em minha mente. Percebi que o melhor era apagar ou afastar tanta coisa ruim, mas não consigo, não é controlável, está em mim, e nem sei por onde começar. Eu queria tanto dar um basta em tudo e recomeçar, e fazer as coisas de uma maneira mais simples e que condizem comigo ou com algo que eu possa parecer. Deveria encontrar respostas em mim, mas estático me encontro e não sei quando sairei desse transe maléfico da alma. Alma esta infectada pela solidão, acostumada com faces inexistentes e estáveis, irreais, palavras que podem ser apagadas num segundo, vozes não se ouvem, olhos não se veem, pele que não se toca, apenas a fria ilusão. E me pergunto por quê? Por que ficar insistindo numa fantasia? Por que achar que isso ajudará? Temo em dizer que vivo momentos difíceis e certo será o resultado."
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