Ainda busco meios de compreender social e historicamente a política no Brasil, não por modelos preestabelecidos como o Inglês, Americano, Oriental, Antigo, Moderno, Clássico e afins... O que vivenciamos hoje talvez seja uma nova conjuntura na qual a participação popular torna-se cada vez mais uma necessidade maior que uma obrigatoriedade no que diz respeito ao voto. E até chegará essa evolução ou retrocesso na política e dos políticos, pois no que tange a nossa realidade é deprimente a estrutura formada e consolidada na sociedade brasileira.
Primeiro ponto importante para esclarecimento a respeito de um post político, pois o autor não é tão chegado assim, mas não posso ser alguém neutro ou apolítico em época de eleição. Período este que coincidentemente acontece no ano da Copa do Mundo de Futebol, praticamente um ano perdido no que diz respeito à produção (política, essencialmente). Pois bem, resolvi colocar meus pensamentos acerca de tal tema, depois de relutar muito em expor opiniões, certezas vivenciadas, além do mais, vivo na capital federal da Nação, minha situação só complica. Diante a minha indignação com os vários mensalões, dinheiro em cuecas, meias e afins, desvios, Ficha Limpa (borrada), Justiça cega e caduca que acha ter poderes para interferir tal como o Executivo faz, resolvi falar, não sei se repetirei tal atitude, mas é bom colocar tudo que se pensa às vezes.
Não sei bem o que se passa na cabeça do brasileiro, dito comum, que aceita de bom grado ações descaradamente vergonhosas por políticos, eles são representantes de um voto que você, caro eleitor escolheu para tomar decisões que interferirão diretamente na sua vida. Mas que terá condutas das quais no tempo que pedia votos e apoio não condizem com a realidade. Desde quando alguém é Deputado? Pela acepção correta, ele está, pois são apenas 4 anos de mandato, porém alguns por ingenuidade dos eleitores conseguem perpetuar-se indefinidamente no cargo, tornando-o até hereditário, com os mesmo vícios e tradições.
A História do Brasil é repleta de casos vexatórios e que, pasmem, se repete constantemente, antes parecia trágico, depois cômico, e mais um pouco virará parte da cultura popular, exemplos tem aos montes, mas nesse post (que demorou para sair) não procurarei explorar imagens ou vídeos, apenas o ato de dizer que o momento de mudar é agora. Chega de dizerem que o Brasil é o país do futuro, quando será o início de uma real transformação, não no cenário político, mas na mentalidade de todos. Não posso fazer muito, mas posso fazer uma pequena parte do meu dever cívico e de um cidadão. E você??? Vai sentar na poltrona de casa, ou em pior situação, no chão batido em seu tamborete e esperar de braços cruzados que eles lá em cima resolvam tudo por você?
Minha tristeza maior que a estrutura política vivenciada por nós existe há tanto tempo que tornou-se cultural deixar do jeito que tá. Pode realmente ser isso a tradição? Veja bem, o mundo e a História se coloca como exemplo da tomada de consciência daqueles que por muito estiveram desgarrados ou isolados socialmente, e mudaram tal realidade tomando para si as rédeas do seu destino, não deixando, claro, o restante daqueles de igual situação. O Brasil é composto por uma população de aproximadamente 195 milhões de habitantes, desse total médio, quase 140 milhões são eleitores e irão escolher em seus respectivos estados: Deputados estaduais (variando pela população de cada), governador, senadores e o (a) presidente do país. Mas vamos ao nível nacional, serão definidos 513 deputados federais, em grande medida algumas caras não serão novidades, mas poderia ser diferente, bem, senadores 81, vale lembrar que essa instituição quer retomar a ideia do senado imperial, onde seus constituintes permaneceriam no cargo de forma vitalícia... Preciso colocar nomes que ultrapassam os 40 anos de mandatos?
Onde está a nosso nacionalismo? Ah! Claro, voltamos ao momento da Copa, o Brasil se une para torcer por pouco mais de 25 pessoas enfrentando inimigos que poderão ofender a nossa grande honra, bobagem pura. As pessoas não se cansam de xingar e esbravejar aos quatro cantos o quanto àquele político é ladrão e safado. Coitadas sãos as mães ou as putas que acabam pagando o pato. Mas nós somos os verdadeiros culpados por tal situação, nós que concedemos a dignidade de um provável ser indigno de ser o representante do povo, mas ao ponto de dizer que o Congresso Nacional é sua casa, sendo a mesma a casa do povo, mas que devemos nos rebaixar para sermos recebidos, pois os nossos bem amados representantes estão trabalhando, com plenário vazio, ou até mesmo comissões com baixa participação, mas somos obrigados a aceitar calados todas as falcatruas internas. Se nosso salário aumenta em média algumas dezenas de reais, os deputados a cada ano procuram formas de consolidar um aumento na casa dos milhares, alegação da constante alteração: - Representar o nobre povo brasileiro requer uma estrutura política ampla e que possamos fazer nosso trabalho de maneira completa e sem demora.
Eu nem sei se choro ou rio diante de argumentos variados passados em televisão, rádio e outros meios de comunicação afora. E somos capazes de engolir a seco e reclamar para quem? Ah! Óbvio! Os nossos queridos representantes sejam eles deputados, senadores ou o próprio presidente, mas como chegar ao Olimpo que os resguarda? Como expor pensamentos e expressar nossa indignação? Cada vez mais somos perseguidos e enclausurados, censurados, mas mesmo assim até o ato de calar é considerado perigoso.
Não sei se notaram, mas é bom falar, não coloquei nomes, muito menos orientação partidária ou coisa do tipo, perguntariam: Por quê? Simples, não venho reclamar de algo presente, mas de uma situação que se estende ao longo de décadas, e nada muda, apenas troca o rótulo da mesma garrafa, uma guerrinha inútil de oposições que na realidade querem limitar o vencedor das eleições, assim não ter governabilidade e nem mesmo representatividade. Eu poderia alongar durante horas, dias e o tempo do mundo para falar mal ou pior do que vemos diariamente na televisão e na internet, mas é a vida. Somos alienados demais para sair da letargia e mudar nossa condição de meros continuadores de tradições perversas e nos proporciona o espetáculo da desigualdade.
Meus amigos é um prazer dizer que a vergonha não é para eles, mas para nós! E assim a política continua... UMA GRANDE E FEDORENTA MERDAAAAAAAAAA!
Nenhum comentário:
Postar um comentário