Não sei bem como chamaria isso que escreverei, mas uma certeza, é o que eu penso, e por estar ciente das minhas faculdades mentais, creio que não posso me limitar a falar de forma velada uma realidade que me atormenta e que no fim das contas realmente não se pode ficar como segredo.
Desde que optei por ser professor, tarefa árdua, pouco valorizada, mas que ao mesmo tempo necessária e essencial na formação do indivíduo, venho enfrentando obstáculos variados, desde o sistema que oprime a independência do professor, até mesmo a ignorância de muitos que ainda não perceberam que a mudança é mais que importante na formação do real cidadão. Pois cidadania não se faz da noite para o dia, mas uma obra em conjunto, mas a triste realidade é que parece que a classe docente está rejeitando sistematicamente o seu papel de formadores de indivíduos aptos para exercer seu papel de cidadão e ator principal da sua vida.
Minha mãe, minha inspiração diária, me mostrou o valor do professor, pois ela foi um dos meus melhores e maiores exemplos, sei que nunca chegarei ao patamar que ela alcançou, mas quero encontrar o meu caminho, fazer a diferença, tal como ela sempre demonstrou no seu dia a dia, mesmo que hoje essa homenagem esteja ameaçada não quero desistir. Não posso pensar que os alunos que convivo diariamente não podem ser diferentes, sair de uma zona de conforto que os tornam incapazes de mudar sua própria realidade, de crescer, melhorar a sua forma de ver e sentir o mundo, não apenas de uma perspectiva financeira, mas de pessoa, de cidadão, de ser ator da sua realidade.
Não quero entrar numa sala de aula sabendo que encontrarei mais obstáculos que apoio, por mais que as dificuldades são normais, elas não devem seguir um contexto da normalidade, aceitar um modus operandi de continuísmo, de pequenez, não fui ensinado pela minha mãe para ser pequeno, mas engrandecer em tudo que estiver ao meu alcance, mantendo a humildade e a serenidade, sei dos meus defeitos e qualidades, porém conheço muito bem quando não se pode mais enfrentar um problema sozinho e de mãos atadas.
Estou cercado por pessoas maravilhosas, que acreditam num mundo melhor, mas ainda que muitas vezes esteja no plano das ideias, sair da zona de conforto é essencial, e aos meus colegas de profissão, sei que é complicado, não é um exercício fácil. Porém, que façamos a mudança em nós também, não quero perder a crença que minha amada mãe tinha na educação, e de tudo que aprendi com ela, a maior certeza é que desistir não é a melhor solução, mas é continuar com a cabeça e erguida, respirar fundo e enfrentar os problemas vindouros com fé e força.
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