As experiências cotiadinas nos fazem pensar o quanto é necessário melhorar a educação não apenas no sentido da estrutura, mas a metodologia que cada disciplina abarca, pois percebi em menos de dois dias o quanto o ensino da História é deficiente.
O primeiro "conto" é do professor que acha saber demais ou pelo menos se embaraçou com tanto conteúdo que perdeu a noção de tempo e espaço para explicar a evolução do direito no Brasil. Em determinado momento é elucidado ao grupo da sala que a formação das ordenamento jurídico brasileiro tem por base o direito Anglo-Saxão e direto Romano-Germânico, até aí tudo bem.
Grande parte de tudo que vivemos tem por início essas duas estruturas culturais, não seria nenhuma novidade se os PROFESSORES e toda a educação deixassem o conteudismo e "decoreba" para vestibulares de lado e ensinassem o que de fato é necessário. Criar o conhecimento torna-se uma tarefa árdua ao educador preso à rédeas dogmáticas voltados so mero objetivo de fazer alguém ingressar no ensino superior, mas no prepara de fato para viver e desenvolver-se dentro da academia.
Mas não fugindo do contexto, nesse meio tempo dentro das explicações, percebi que algumas gafes historiográficas foram cometidas, mas falar diante um doutor em direito acerca de um errinho de datas seria quase uma tolice, mas ao ouvir que "a formação do direito pelos bolonheses iniciou no momento que o direito romano fora redescoberto no século XVI, pois ele fora esquecido desde o fim do Império Romano do Ocidente se desintegrara, ou seja, já se faziam (sic) mais de 250 anos que não se lia NADA do direito romano até então"... Isso seria cômico se não fosse trágico saber o quão pedantes e prolixos tornaram a classe pensante do país.
Há mais erros de nível histórico na frase entre aspas, e também não escrevi exatamente tal como falado em sala, mas abreviei grande parte para não tornar a historinha tão prolixa como a experiência de ontem, no fim das contas o que faltou em mim, sobrou no professor falar e falar, deveria ter arguido de maneira mais incisiva, mas talvez o momento certo aconteça.
Saindo agora do meio acadêmico e indo aos momentos mais simples e onde a percepção das falhas são mais nítidas.
Hoje quando estava indo ao trabalho ouvi uma conversa que chamou minha atenção, duas mulheres conversando sobre o livro 1808 de Laurentino Gomes. Mas não foi uma conversa sobre o livro em si, uma delas estava lendo e gostando, fora recomendado por uma amiga historiadora. Pois bem, onde está o problema da educação, da estrutura na qual se abate nas escolas e dificulta o desenvolvimento do estudante? Está na própria discussão entre as amigas, pois ambas não conseguiam definir o porquê do nome do texto, nem mesmo a amiga que estava lendo definira com exatidão as coisas que falava, sendo que esse momento histórico é crucial no decorrer dos eventos que culminariam na Independência do Brasil (admito que não sou fã de carteirinha da História do Brasil, mas ressalto que é importante ter determinados conhecimentos acerca dela), acredito que mais importante que o "Grito do Ipiranga" consequência do evento ocorrido 14 anos antes.
O ponto de reflexão:
Diante de duas historietas provindas do meu cotidiano, que possivelmente pode repetir com várias pessoas no decorrer de suas vidas, é imprescindível mudanças no que diz respeito ao que ensina e como ensina, pois as pessoas podem tornarem-se simples repositórios de informações e não seres providos de consciência e conhecimento. Vale ressaltar que transformar o mundo não é o essencial, mas pelo menos fazer parte de um movimento que busque a luz do conhecimento ao modelo dos Iluministas, mas com um viés menos intelectualista e elitista.
Vale pensar e buscar agir!
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